Todos são uma ilha

A Baía de Napolie, por Ivan Constantinovich (1841)

“Você parece tão certo disso”, replicou Diego. “Não vejo porque deveria ser diferente. Nem tudo devemos concordar com a maioria.” explicou Benjamin. A conversa iniciara baseada no comentário dele sobre o excesso de conforto que temos nos dias de hoje. Todos no recinto pareciam sem graça por tal comentário. Não havia mais oposição, discussões, divisões, facções. “Todos são um é uma mentira nojenta”, interrompendo o constrangimento tribal, “eu sou a prova viva disso”, continuava Benjamin, “só estou aqui por que ando sozinho”. No momento que falava, uma comoção tomou conta e aos poucos repetiam: “Eu também”, “E eu também”.